Prontuário eletrônico gratuito: o que existe, o que entrega e o que omite | Carecode
Barbara Schneider
Marketing Lead
5 min de lectura
Existe prontuário eletrônico gratuito no Brasil. Isso é fato. A pergunta relevante não é "existe?" mas sim: para quem faz sentido, o que exatamente você está obtendo sem custo, e onde estão os limites que o fornecedor não detalha na landing page.
Esta análise é honesta. Não vamos demonizar o gratuito nem omitir as limitações.
Entre 30% e 40% dos médicos brasileiros ainda utilizam papel como suporte principal de registro clínico, segundo estimativas do CFM. A transição para o digital está em curso, mas não está concluída — especialmente em clínicas menores, consultórios solo e especialidades fora dos grandes centros urbanos.
Para esse grupo, a pergunta "qual prontuário adotar?" começa frequentemente em "tem algum gratuito?". É uma pergunta legítima, e a resposta começa com: sim, tem.
30-40%Médicos brasileiros ainda usando papel como suporte principalSource: CFM, 2023
20 anosPrazo mínimo de guarda de prontuário para adultos (Res. CFM 1.821/2007)Source: CFM
As funcionalidades que a maioria dos sistemas gratuitos entrega de verdade:
Registro de consultas: campos básicos de anamnese, diagnóstico e conduta
Cadastro de pacientes: dados demográficos e histórico de atendimentos
Prescrição simples: geração de receituário básico
Agenda: visualização de horários agendados (às vezes em integração limitada)
Acesso via navegador: sem necessidade de instalação local
Para um clínico em início de carreira, consultório com baixo volume ou médico que precisa de um registro digital básico para substituir o papel, isso pode ser suficiente.
É aqui que a análise fica mais importante. Quase todo sistema "gratuito" tem um teto de uso ou funcionalidades reservadas para planos pagos:
Suporte técnico com prazo de resposta garantido: planos gratuitos geralmente oferecem suporte via e-mail com tempo de resposta indefinido — ou fórum de usuários
Backup automatizado com garantia de recuperação: fundamental para conformidade com a Resolução CFM. Nos planos gratuitos, o backup costuma ser responsabilidade do usuário ou não é garantido contratualmente
Volume de pacientes ou atendimentos: muitos sistemas limitam o número de pacientes cadastrados ou atendimentos por mês no plano gratuito
Integração com agenda, WhatsApp ou sistemas de faturamento: funcionalidades de integração são quase sempre pagas
Laudos, relatórios gerenciais e faturamento de convênio: recursos de gestão financeira e clínica raramente estão no plano gratuito
Assinatura digital com validade jurídica: requisito crescente, normalmente cobrado à parte ou disponível só em planos superiores
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"Gratuito" descreve o preço de entrada, não o custo total de uso. O custo real inclui o tempo gasto contornando limitações.
O sistema trava ou fica fora do ar sem suporte disponível para resolver rapidamente — e você tem pacientes esperando
Você perde tempo configurando backups manuais, exportando dados para planilhas ou contornando limitações da versão gratuita
A conformidade fica em dúvida: se um sistema gratuito não garante contratualmente o cumprimento dos requisitos de guarda e integridade definidos pelo CFM, o risco é seu
A equipe cresce: sistemas gratuitos costumam cobrar por usuário adicional. Com dois ou três profissionais, o custo do plano pago costuma ser mais baixo do que a soma de usuários extras
A decisão de prontuário é difícil de reverter. Histórico clínico acumulado, fluxos de trabalho da equipe adaptados, integrações configuradas — trocar de sistema depois tem custo real. Vale fazer essa escolha com atenção, mesmo que a primeira opção seja o plano gratuito.
Se a migração futura já está no horizonte, verifique desde o início: o sistema exporta os dados em formato portátil? Quem facilita a migração — o sistema atual, o novo, ou você?
A Carecode oferece prontuário eletrônico com plano de entrada sem custo para clínicos solo, com conformidade CFM, backup automático e integração com a recepção de IA. Conheça o prontuário Carecode e veja o que está incluído em cada plano.
Frequently asked questions
A Resolução CFM 1.821/2007 (complementada por diretrizes posteriores) exige: autenticidade, integridade e confidencialidade dos registros; identificação inequívoca do profissional responsável pelo registro; impossibilidade de alteração retroativa sem rastreabilidade; e guarda segura pelo prazo mínimo de 20 anos para adultos. O sistema deve ter mecanismo de autenticação de usuário e log de acesso.
Resolução CFM nº 1.821/2007 — Aprova as normas técnicas concernentes à digitalização e uso dos sistemas informatizados para a guarda e manuseio dos documentos dos prontuários dos pacientes — Conselho Federal de Medicina, 2007
Pesquisa CFM sobre informatização em consultórios: estimativa de que entre 30% e 40% dos médicos brasileiros ainda utilizam papel como suporte principal de registro clínico — CFM, dados de referência de mercado 2023